sábado, 25 de junho de 2011

Ilustração do estado da Nação!


Pois é, ao passar os olhos por esta ilustração, a primeira ideia que me ressaltou foi de que esta era uma ilustração perfeitamente caracterizadora do estado social em Portugal de alguns tempos para cá.
Como o próprio título da ilustração indica "Potentes, Prepotentes e Impotentes" quem não revê um certo paralelismo com o estado social actual? 

Os "Potentes", manipuladores, senhores donos da Europa, governantes das economias dominantes como a Alemanha e França, ou até mesmo essa "Troika" constituída pela (UE) União Europeia, (BCE) Banco Central Europeu e o (FMI) Fundo Monetário Internacional, que mais parecem um bando de "Robins dos Bosques", mas numa versão contrária à original, são estas gentes que ordenam e coordenam o dia a dia do nosso País...

Os "Prepotentes", manipuláveis, governantes do nosso País que julgando-se com alguma autoridade seguem um plano de orientação de salvamento nacional rigorosamente imposto pela "Troika", mas que mesmo assim têm aquela postura do quer posso e mando, exibindo toda a sua superioridade...

E por fim nós os "Impotentes", resignados à nossa governação e condenados a pagar as excentricidades governativas outrora cometidas.
A expressão facial da ilustração do terceiro boneco por ordem decrescente, é nada mais nada menos que a mesma que muitos de nós temos tido no nosso quotidiano ultimamente, um aumento sucessivo do preço dos bens e serviços de primeira necessidade, a subida constante do valor dos impostos e a consequente degradação da qualidade de vida, leva-nos a reproduzir aquela expressão facial muito mais vezes do que desejaríamos...

É a sina do Zé Povinho!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rescaldo da 1ª Maratona BTT Oestebike.

No passado dia 22 de Maio tive o privilégio de poder participar numa grande festa do BTT em Torres Vedras, a 1ª Maratona BTT Oestebike.
A organização está de parabéns, também não deixou os créditos por mãos alheias, com uma forte promoção do evento em vários meios de comunicação social, e com o experiente ex-ciclista Marco Chagas na organização, não se poderia esperar outra coisa!
Esta 1ª organização apresentava duas distâncias, a meia maratona de 45 kms, e a maratona de 90 kms, com a participação de aproximadamente 450 atletas na meia maratona e de 200 na maratona, totalizar mais de 600 atletas num 1º evento é uma vitoria absoluta.
Quando cheguei a Torres Vedras deparei-me com uma estrutura muito bem montada e de enorme qualidade, por segundos fez-me lembrar as etapas da volta a Portugal, depararmo-nos com os pódios que acompanham a volta a Portugal, o camião repórter da RTP, uma tenda hospital, várias motos 4 de 1º socorros entre outras situações, faz-nos sentir atletas profissionais.
Torres Vedras tem condições impares para organizar este tipo de eventos, as infra-estruturas presentes e a sua proximidade convivem em perfeita harmonia com a grandeza do evento.
Agora vou escrever um pouco sobre a minha participação, aventurei-me na maratona e conclui os 90 kms em 4:41:37 terminando na 19º posição, gostei muito de todo o percurso, era bastante duro dado ao desnível acumulado de 2200 metros, e como bem disse o nosso campeão Vitor Gamito em entrevista para a RTP na zona da meta pouco antes de partirmos, a organização não se esqueceu de nenhuma subida da região, estavam lá todas, e só para terem uma ideia, quando passamos no auto-estrada A8 na zona de Torres Vedras e vimos todas aquelas antenas eólicas nos cumes da serra, foi por aí mesmo que andamos, também tivemos o privilégio de nos deslumbrarmos com magníficas vistas de perder pelo horizonte, valeu mesmo a pena pedalar por aquelas serras acima.
Os primeiros 50 kms eram extremamente duros, depois 30 kms muito rolantes para os 10 kms finais presentearem-nos com uma autêntica parede de 3 kms aproximadamente, é daquelas subidas que quando terminamos sentimo-nos verdadeiros heróis, penso que se fosse possível distribuir melhor a altimetria seria melhor para todos os atletas.
A prova começou em direcção a Sul de Torres Vedras, com um ritmo elevadíssimo devido à mistura de atletas da meia maratona  com os da maratona, com um percurso em 8 onde a passagem pela meta aos 45 kms deixava por terminada a prova dos atletas da meia maratona, e continuava para os atletas da maratona, mas desta vez para a parte Norte de Torres Vedras, e aí sim, encontrei o meu ritmo e consegui até ao final ir ganhando algumas posições, e assim foi a minha prestação.
De referir também que esta prova se encontra dentro de um programa de promoção do mundo do ciclismo/BTT, pois existia um certame a decorrer em simultâneo com exposições de bicicletas, equipamentos e alimentação, ou seja, tudo aquilo que gostamos de ver, e ainda uma escola de ciclismo onde pude ver muitos miúdos a darem as primeiras pedaladas, com os seus pais por perto a observar.
Muitos parabéns e continuem e crescer...
Parabéns a toda a organização pela magnífica experiencia que me proporcionaram em pedalar nessa zona de altos e baixos constantes.

Ganharam cliente...

sábado, 30 de abril de 2011

Serpa160, eu também fui!

Esta é a minha primeira crónica aqui no recém-criado blog, digamos mesmo, que a ideia de criar um blog parte da minha participação no Serpa160 2011.

Irei tentar retratar aquilo que foi a minha participação neste grandioso evento, bem como a aventura passada nesse fim-de-semana por terras alentejanas.

Serpa160 é uma prova impar no país, dado às suas características onde os atletas têm de percorrer os 160 kms de bicicleta de BTT por caminhos e trilhos rurais por vales e montes, passando por herdades privadas onde só vemos gado há nossa volta dentro de um tempo limite de 12 horas. È uma prova física e psicologicamente muito desgastante, onde nem todos conseguem chegar a bom porto, e que requer umas horitas de treino para não se fazer parte do grupo dos 20% que não conseguem terminar a prova, as horas acumuladas em cima da bicicleta e o pedalar largos kms sem companhia são respeitosos adversários, que só são compensados com a chegada há meta dentro do tempo limite independentemente da nossa classificação.
Esta era a 4ª edição da ultra-maratona de Serpa160, que por acaso, até foi alterada para 165 Kms onde participaram 520 atletas distribuídos 80% para a ultra-maratona (165 kms) e 20% para a maratona (80 Kms), logo por estes números concluímos que a motivação para ir até Serpa é cada vez mais em participar na ultra-maratona que este ano duplicou a participação em relação a edições anteriores.
A minha aventura começou na sexta-feira dia 8 com a partida logo pela manhã mais a minha família em direcção a Moura para um almoço caracteristicamente Alentejano, umas costeletas de borrego grelhadas e uns rojões à alentejana acompanhados das belas migas e claro da garrafita de vinho da zona. Da parte da tarde aproveitamos a proximidade da barragem do Alqueva para fazermos uma visita completa às suas magníficas margens, passando pela Aldeia da Luz e visitando o museu da luz que retrata todo o processo de transladação da velha para a nova aldeia, bem como os hábitos e costumes das suas gentes (aconselho vivamente a visitarem) depois seguimos para a aldeia da Estrela onde pudemos deslumbrar os encantos da  Barragem do Alqueva que é a maior barragem Portuguesa e da Europa Ocidental, situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da aldeia de Alqueva. A construção desta barragem permitiu a criação do maior reservatório artificial de água da Europa. Já perto do final do dia rumamos até Serpa onde iríamos  ficar alojados.

Chegado a Serpa foi instalarmo-nos, ir levantar o dorsal, procurar um restaurante perto da residencial para jantar e aprontar todo o material para a prova. No dia 9 Sábado o dia começou cedo para mim, às  6:30 estava a tomar o pequeno-almoço, umas belas torradas de pão alentejano com geleia e dois copos de leite (qual alimentação desportiva qual quê). A minha cara-metade mais o meu filhote puderam usufruir de uma manhã na cama uma vez que só iria estar com eles da parte da tarde. A residencial estava extremamente bem localizada em relação ao local de partida a cerca de 1 kms o que me permitiu pedalar até lá.

Em relação à minha prestação foi muito positiva e excedeu as minhas melhores perspectivas, apontava para as 8 horas de prova, sendo esta a minha primeira participação num evento de longa duração e a preparação basear-se num treino semanal de 5 horas e algumas provas aos fins-de-semana não podia pedir mais, mas terminei com o tempo de 7 horas e 9 minutos, em 23º da geral, andei até as 5 horas de prova e já com 130 kms percorridos no 13º lugar da geral, mas os 35 Kms finais foram muito penosos e baixei muito a media que levava de 26kms/hora, talvez a falta de experiência neste tipo de prova e a inexistência de treinos de longa duração, fizeram-me ir perdendo algumas posições.

Em relação ao percurso era pura e simplesmente espectacular, pudemos gozar e abusar de todo o tipo de terreno, trilhos ribeirinhos, estradões rolantes, descidas alucinantes e longas, e claro, como quem desce também sobe, subidas longas e técnicas, desengane-se quem pensa que vai para o Alentejo só rolar em planície, mas acreditem, vale a pena a chegada há meta depois de mais de 7 horas a pedalar, é um momento triunfante, ainda por mais quando se tem a família à espera. Uma nota muito positiva para a organização Trilhos Vivos. A marcação bastante eficaz de todo o percurso, no meu entender não era necessário GPS, apenas um reparo para as travessias de alcatrão e entrada nas estradas locais, um elemento da organização ou da força policial conferiria uma melhor segurança aos participantes, os abastecimentos eram suficientes e bastante diversificados, os banhos não usufrui não me posso prenunciar, fui tomar há residencial, o almoço era bom a abundante.
Aproveito também para felicitar a organização pela oportunidade que continua ano após ano a dar a todos os participantes na escolha da passagem pela inactiva e magnifica Mina de São Domingos, espaço deslumbrante e assombroso.
Eram 17:00 horas e estava despachado da minha participação no Serpa160, aproveitamos o resto da tarde e rumamos até há cidade de Beja para um passeio pela cidade, jantámos e depois voltámos a Serpa para uma noite de repouso.
No dia 10 Domingo deixamos a residencial de Serpa por volta das 10 horas e rumamos até ao litoral, mais propriamente Tróia, uma viagem rápida sempre em estrada nacional, é aqui que nos apercebemos de como o nosso País não é assim tão grande, circulamos do interior ao litoral em pouco mais de 1 hora, uma voltinha pela luxuosa Tróia e já perto da 13:00 horas e com Setúbal ali pertinho fizemos a travessia de barco para ir almoçar o belo peixinho fresco característico da zona ribeirinha de Setúbal.

 


Foi sem dúvida um grande fim-de-semana, onde pude aproveitar para fazer muito desporto e divertir-me com a família…